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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Datas comemorativas nas Artes Marciais

Krav Maga

No dia 18 de janeiro é comemorado o Dia Nacional do Krav Maga. Esta data foi instituída por lei federal no Brasil para celebrar a chegada do Grão Mestre Kobi Lichtenstein ao país em 1990, responsável por difundir essa defesa pessoal israelense na América Latina.

Hapkido

O Dia Nacional do Hapkido no Brasil é comemorado no dia 25 de janeiro. Data marca o primeiro exame de faixa preta de Hapkido realizado no país em 1974, sendo uma celebração da arte marcial coreana de defesa pessoal, com eventos e exames de graduação ocorrendo em várias academias e federações em todo o Brasil. 

Muay Thai

O Dia do Muay Thai é comemorado em duas datas diferentes. A primeira em 6 de fevereiro, em celebração da coroação do Rei Pra Chao Sri Sanphet VIII, também conhecido como Phra Chao Suea (Rei Tigre). O Rei Tigre era um grande incentivador do Muay Thai e habilidoso em combate. A segunda data, 17 de março, comemora a bravura do lendário lutador Nai Khanom Tom, prisioneiro de guerra que lutou e venceu 10 guerreiros birmaneses, sendo considerado o "Pai do Muay Thai". Foi a primeira vez que o Muay Thai foi exibido fora da Tailândia em combate. 

Boxe

Existem duas datas que comemora esta luta. A primeira o Dia Nacional do Boxe, celebrado no dia 26 de março, quando começou a desenvolver o boxe no Brasil, lembrando figuras como por exemplo, Eder Jofre, Adilson "Maguila" Rodrigues, Acelino "Popó" Freitas.  A segunda é o Dia Internacional do Boxe, em 27 de agosto, que reconhece a importância do esporte, celebrando atletas e a disciplina, coragem e superação que ele inspira, e homenageia a primeira edição do Campeonato Mundial de Boxe em 1974.

Kung Fu

No Brasil, o Dia Nacional do Kung Fu é comemorado em 11 de abril, em homenagem à chegada do Mestre Chan Kwok Wai ao país em 1960, sendo ele o responsável por popularizar a arte marcial chinesa no país.

Já o Dia Mundial do Wushu-Kungfu (World Wushu Kungfu Day - WWKD) é celebrado no primeiro sábado do mês de agosto, com datas variando ligeiramente (como 7, 9, 10 de agosto em anos recentes), promovida pela Federação Internacional de Wushu (IWUF) para celebrar a arte marcial chinesa e é sempre acompanhado por um tema.

Aikido

O Dia Nacional do Aikido é comemorado em 26 de abril. A data homenageia o fundador do Aikido, Morihei Ueshiba (O'Sensei), que faleceu nesta data e serve para promover a união e a prática pacífica do Aikido. Instituída em São Paulo por lei municipal (Lei 17.780/2022) e comemorada nacionalmente pela Federação Brasileira de Aikido (Febrai) e outras entidades, como o Instituto Sul-Brasileiro de Aikido (Insbrai).

Dia Mundial do Faixa Preta

O Dia Mundial do Faixa Preta é comemorado em 23 de abril, uma data para celebrar a disciplina, superação e dedicação dos praticantes de artes marciais (como Karate, Judô, Taekwondo) que alcançaram o nível de faixa preta, simbolizando o início de uma jornada de aprendizado contínuo e honra. 

Tai Chi Chuan

Celebrado sempre no último sábado do mês de abril, o Dia Mundial do Tai Chi Chuan com o objetivo de promover essa prática milenar chinesa, conhecida por seus movimentos lentos e benefícios para a saúde física e mental, sendo também reconhecido em 2020, como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Capoeira e do Capoeirista

O Dia Mundial da Capoeira é comemorado em 5 de julho, data instituída em 2009, celebrando essa arte afro-brasileira que une luta, dança, música, resistência destacando sua história de superação e identidade. A data foi instituída em 2009, durante a Primeira Convenção Internacional de Capoeira, no Azerbaijão.

Já o Dia do Capoeirista é celebrado em 3 de agosto., uma data para homenagear aquele que mantém viva essa rica expressão cultural brasileira que mistura luta, dança, música e história, sendo reconhecida em 2014, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e da Humanidade.

Taekwondo

O Dia Mundial do Taekwondo é comemorado em 4 de setembro, data que celebra o reconhecimento da modalidade como esporte olímpico, sendo incluído no programa oficial dos Jogos de 1994, sendo uma celebração global da arte marcial coreana de chutes, disciplina e superação. Esta data foi definida durante a Assembleia Geral da WTF, no dia 25 de julho de 2006, em Ho Chi Minh, Vietnã.

Karate

Possui duas datas importantes para comemorar. A primeira no dia 11 de setembro, onde é comemorado o Dia Nacional do Karate. Data escolhida pela Confederação Brasileira de Karate – CBK, e divulgada por meio de uma Resolução de 01 de fevereiro de 2002, que instituiu esta data como símbolo da emancipação do karate, que antes era vinculado à Confederação Brasileira de Pugilismo, além de ser a data de fundação da CBK. A segunda data comemorativa é 25 de outubro, o Dia Mundial do Karate. Data estabelecida pela Organização Mundial de Karatê (WKF) para celebrar a arte marcial japonesa, honrando uma reunião histórica de mestres em Okinawa em 1936 que ajudou a unificar e desenvolver o karatê, promovendo seus valores de disciplina, respeito e autoconhecimento. 

Jiu-jitsu

O Dia Mundial do Jiu-Jitsu é comemorado em 14 de setembro. A data foi escolhida para homenagear ao nascimento do Mestre Carlos Gracie, considerado o grande pioneiro e um dos responsáveis por adaptar e difundir a arte marcial no Brasil e no mundo, celebrando os valores de disciplina, respeito e superação que o esporte promove. 

Judô

O Dia Mundial do Judô é comemorado anualmente em 28 de outubro, data que celebra o aniversário de seu fundador, o Mestre Jigoro Kano, e reforça os valores da modalidade como paz, respeito, amizade e disciplina, sendo um dia para homenagear o judô como ferramenta de formação de cidadãos e construção de um mundo melhor. 

Kickboxing

O Dia Internacional do Kickboxing é comemorado em 30 de novembro, data em que o esporte foi reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2018, tornando-se parte da família olímpica através da WAKO (World Association of Kickboxing Organizations). 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Conheça a História do Hapkido

 

Para entender a evolução do HAPKIDO, devemos conhecer um pouco da Coreia.

“Por volta do ano 668, a Coréia deixou de ser uma colônia da China e unificou seus três reinos (Kokuryo, Paekche e Silla) sob o comando da rainha Chin Heung. Era um tempo de barbárie: só os mais fortes e mais preparados sobreviviam, por causa das guerras sangrentas entre o Império Kokuryo e povos vizinhos, como mongóis e os chinos. Para garantir a sobrevivência e a segurança da Rainha, foi selecionado um pequeno exército de combatentes. Eram homens fortes e que conheciam técnicas milenares de defesa com mãos vazias e armas (como lanças, espadas, montaria), além de dominar outras técnicas (como a contenção de respiração por vários minutos e grande poder de concentração e controle do corpo). Eles eram chamados Hwarang’s e defenderam o reino por anos.” O tempo trouxe mudanças no sistema político-cultural com a nova Dinastia Yi e, com o Renascimento europeu (dando importância às artes e à escrita), essas técnicas marciais começaram a ser banidas da península coreana pelo próprio reino local. Tinham perdido importância diante do uso da pólvora, vinda da China. Com isso, os Hwarang’s, ou Samurang’s e seus grandes mestres acabaram sendo banidos para as montanhas, onde aprendiam a dominar o corpo e refinavam a mente, estudando literatura, ética e filosofia. Essa técnica se desenvolveu por muitos anos, transformando-se no que conhecemos como Hwarang-do. O Hwarang-do é a base do desenvolvimento de todas as artes marciais coreanas e, principalmente, do Hapkido atual. 

Durante este período, a economia coreana, arquitetura a literatura e as artes floresceram. Influências chinesas foram reinterpretadas de forma distinta ao povo coreano. O Budismo tornou-se a religião do estado de todos os três reinos e, eventualmente, acabou por ser transmitida para o Japão, por meio do reino Paekche durante o século VI.

O contato crescente entre as culturas da Coreia, Japão e China, não só influenciaram suas sociedades, mas as suas artes marciais nativas também. O constante combate entre guerreiros permitiu a evolução de novas técnicas em níveis mais avançados.

Os Hwarang, elite de guerreiros altamente qualificados do reino de Silla, também eram famosos por seus sistemas de armas em Gum (espada), Kal (faca), Jang Bong (long stick), Dan Bong (bastão curto), Sang Jun Bong (nunchaku), Chang (lança), Bu Chae (fan), Ji Pangee (bengala) e do Gung Si (arco e flecha).

Cerca de 1100 dC, o termo Yu Sool (arte suave) surgiu como um nome para técnicas de estilo suave, como as ensinadas por Won Kwang Bopsa. Essas técnicas eram caracterizadas por arremessos, luta corporal, chaves e ataques aos pontos vitais.

Algum tempo depois de 1400 dC, sistemas de combate de mãos vazias mais refinadas evoluíram, como Kwon Bop, que surgiu como um termo geral para técnicas de mãos vazias. Taekkyon era um sistema enfatizando chutes. Ambos os estilos antigos, juntamente com outros, influenciaram as artes contemporâneas como o Tang Soo Do, por volta de 1947, e Tae Kwon Do, em 1955.

O Taekkyon, existente até hoje, foi modificado como uma dança folclórica durante a ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial.

Como os japoneses queriam proibir todas as artes marciais coreanas, a comunidade local deu continuidade a sua pratica como uma dança, escondendo sua forma devastadora como técnica marcial.

Hoje, Taekkyon é considerado tesouro nacional da Coreia por ser uma das artes mais antigas preservadas.

Em 1790, o rei Jeongjo da Coreia encomendou um livro chamado o Muye Dobo Tongji que é um manual ilustrado de artes marciais coreanas nativas. Ele descreve em detalhes técnicas de chutes, socos, luta corporal e lutas com armas. Foi publicado em quatro volumes escritos em caracteres chineses e o quinto volume em escrita coreana, Hangul. Este é o único material escrito existente que descreve e comprova as artes marciais coreanas nativas.

Este processo de evolução e transformação, como ocorreu na Coreia, é comum e também ocorreu com muitas outras artes marciais modernas em muitos outros países em todo o mundo. Hoje na Coreia as artes marciais mais populares que evoluíram são Taekkyon, Ssirum, Gumdo, Tangsoodo, Taekwondo, HAPKIDO e suas variações como o Kuk Sool Won, Hwarang Do e Hankido.

A transformação das antigas artes marciais num novo modelo.

A partir do final dos anos 1800 a 1945, a Coreia foi envolvida em conflitos com a China e o Japão. Durante este período, muitos coreanos aprenderam sobre artes marciais praticadas nestes países. Em 1910, o Japão anexou a Coreia, aboliu a monarquia coreana e proibiu todas as artes marciais coreanas. Durante esse tempo, somente eram permitidos estudos nas artes japonesas como o Jujutsu, Karate, Judo, Kendo, etc. Muitos coreanos, no entanto, num esforço de manter as raízes coreanas continuavam secretamente seus treinamentos e preservação das artes marciais coreanas nativas. Os mosteiros coreanos desempenharam um papel importante na preservação de muitas das artes nativas. Após a II Guerra Mundial e a Coreia ser libertada do Japão, muitos coreanos começaram a trabalhar pelo ressurgimento das artes marciais nativas e tradicionais da Coreia. Neste esforço de fazer ressurgir as artes marciais nativas e tradicionais, bem como torná-la adaptada para o cenário moderno, emergiu o HAPKIDO.

Esta nova recodificação das artes marciais coreanas tradicionais, que recebe o nome de HAPKIDO, teve como raízes principais o Taekkyon, Yu Sool e Ssireum.

Obviamente existem controvérsias sobre o surgimento do HAPKIDO.

O Grão Mestre Park Sung Jae, bem como outros proeminentes conhecedores da cultura coreana defendem a história conforme mencionada acima.

Outros, no entanto, defendem que o HAPKIDO tem origem no Daito-Ryu.

Se levarmos em conta que a nação coreana tem quase o dobro da idade da nação japonesa é de se supor naturalmente que as influências partiram inicialmente da Coreia para o Japão e não o contrário.

Acredita-se que as raízes do Daito-Ryu foram originalmente transmitida para o Japão por monges coreanos budistas do reino Paekche. Os monges teriam fugido para escapar do reino Silla, que estava avançando durante o século VI. Esses monges estabeleceram colônias no Japão, espalhando o budismo, bem como as suas artes marciais. Estas raízes foram então reinterpretadas para atender ao universo japonês.

A inovação do HAPKIDO foi tornar a arte marcial eclética e com extrema diversidade, com milhares de variações das técnicas e que influenciaram o surgimento de novas escolas como o Kuk Sool Won (1950), Hwarang Do (1960), Tukong Mu Sool (1970), Han Kido (1980), Han Mu Do (1980), Gong Kwon Yu Sool (1990), Yong Mu Do (1990).

Choi Yong-sool, o fundador

É geralmente aceito que Choi nasceu no ano de 1904, embora algumas fontes coloquem seu nascimento em 1899. Confusão sobre sua idade deriva de uma combinação de ser órfão, atrasos no registro de recém-nascidos no governo (comum em empobrecida Coreia) e a forma como a idade é contabilizada na Coreia. Sua mãe morreu quando ele tinha 2 anos, e seu pai morreu algum tempo depois, deixando Choi aos cuidados de sua tia. De acordo com Choi, ele foi sequestrado de sua aldeia natal de Yong Dong em Chungcheongbuk-do em 1912 por um comerciante de doces japonês chamado Morimoto, que havia perdido seus próprios filhos e desejava adotar Choi. Choi resistiu e se mostrou tão problemático para o fabricante de doces que foi abandonado nas ruas de Moji, no Japão. Choi foi para Osaka como um mendigo e, depois de ser pego pela polícia, foi colocado em um templo budista que cuidava de órfãos em Kyoto. O abade do templo era um monge chamado Wantanabe Kintaro.

Choi passou 2 anos no templo e teve uma vida difícil lá, não apenas na escola, mas com as outras crianças devido ao seu fraco domínio da língua japonesa e sua etnia coreana, que o fez se destacar no Japão. Quando Watanabe perguntou a Choi que direção ele queria para sua vida, ele expressou interesse pelas artes marciais. Isso combinava com o temperamento do menino: Choi tinha uma tendência a entrar em brigas e tinha um interesse intenso nas cenas de guerra retratadas nos murais do templo.

O monge do templo (Wantanabe Kintaro) era supostamente amigo de Takeda Sōkaku, o fundador do sistema Daitō-ryū Aiki-jūjutsu, que é um sistema de artes marciais japonês que enfatiza métodos de mãos vazias baseados nos estilos de espada e táticas de jujutsu em que Takeda era um especialista. Mais tarde, Takeda Sōkaku também ensinaria a famosa história de Morihei Ueshiba, o fundador do Aikido.

Durante a ocupação japonesa da Coréia, todos os coreanos trabalhando no Japão foram obrigados a assumir um nome japonês. Dizem que Choi recebeu o nome japonês Asao Yoshida (吉田 吉田 男) quando ele tinha 11 anos, de acordo com uma entrevista postumamente divulgada, ou Yoshida Tatujutsu, de acordo com Seo Bok-Seob. Choi diz que foi levado para a casa e dojo de Takeda em Akitana montanha Shin Shu onde viveu e treinou com o mestre por 30 anos. A entrevista também afirma que: Choi viajou com Takeda como assistente de ensino, Choi liderou a equipe de demonstração da Takeda que se apresentou no Havaí (por volta de 1932), Choi foi contratado para pegar desertores de guerra e que Choi foi o único aluno a ter uma compreensão completa o sistema ensinado por Takeda. Observe que a afirmação de Choi de ter estudado com Takeda é bastante controversa nos círculos do Daito-ryu , Mas mesmo assim é citada por muitos hapkidoístas contemporâneos.

Outras fontes colocam Choi como um mero servo na casa de Takeda, enquanto outros afirmam que Choi não tinha nenhuma conexão com Takeda. Além de participar de alguns dos seminários de Takeda. Kisshomaru Ueshiba, filho de Morihei Ueshiba, afirmou que seu pai havia lhe contado que Choi havia participado de seminários realizados por Takeda com seu pai em Hokkaidō e que seu pai era mais velho de Choi. Choi aparentemente contatou Kisshomaru ao ouvir a notícia da morte de Morihei.

Independentemente das circunstâncias do treinamento de artes marciais de Choi, ele retornou à Coréia após a Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu em Daegu, primeiro vendendo doces e depois criando porcos. Em 1948, depois de se envolver em uma altercação com vários homens em uma disputa por grãos na Seo Brewing Company, o filho do presidente da cervejaria, Seo Bok-seob , ficou tão impressionado com suas habilidades de autodefesa que Seo convidou Choi para ensinar os funcionários da cervejaria em um dojang improvisado que Seo havia criado nas instalações para esse fim. Desta forma, Seo Bok-seob se tornou o primeiro aluno de Choi Yong-sool. Mais tarde, Choi tornou-se guarda-costas do pai de Seo, que era um importante congressista em Daegu.

Divulgação da Arte

Em 1951, Choi e Seo abriram o Daehan Hapki Yu Kwon Sool Dojang (대한 합기 유권 술 도장) a primeira escola formal a ensinar a arte. Em 1958, Choi Yong-sool abriu sua própria escola usando o nome abreviado de Hapkido pela primeira vez. Ambas as escolas estavam localizadas em Daegu. Alguns dos alunos mais importantes desse período foram Kim Moo-Hong (김무홍) e Moon Jong-Won (문종 원). Aparentemente, Choi também ensinou pessoas em sua fazenda durante os primeiros anos da arte e foi assim que Ji Han-Jae (지 한재), um dos grandes exploradores da arte, aprendeu com Choi.

Os fundadores de duas artes, Lee Joo-Bang (이주 방) do moderno Hwa Rang Do e Seo In-Hyuk (서인혁; Suh In-Hyuk) de Kuk Sool Won, são considerados por alguns como tendo treinado com Choi Yong-Sool, embora isso seja controverso. Outros afirmam que seu treinamento veio da escola de Hapkido de Kim Moo-Hong em Seul, com a qual eles eram associados.

Em 1963, Choi se tornou o primeiro presidente da Associação Coreana de Kido (Daehan Ki Do Hwe (대한 기도회) e nomeou um de seus alunos mais antigos, Kim Jeong-Yoon (김정윤; também prestado Kim Jung-Yun) como Secretário-Geral.Mais tarde, Kim separada das organizações hapkido para formar sua própria organização Han Pul Hapkido, embora seus restos arte firmemente baseadas nos ensinamentos de Choi Yong-Sool. Outro aluno proeminente que se tornou crucial para a sobrevivência de todo o sistema de Doju Choi foi Chinil Chang, o segundo Doju pessoalmente escolhido (Grande Mestre) e o único homem que recebeu o 10º Dan e o título de Doju diretamente de Doju Choi.

Alunos importantes que foram treinados por Choi durante os períodos posteriores de seu ensino foram Kim Jeong-yoon, Kim Yoon-Sang (김윤상) que mais tarde formou sua própria organização Hapki yusul para fabricar e apoiar sua errônea e equivocada afirma ser o grande mestre sobrevivente do hapkido. e Park Jeong-Hwan (박정환), que treinou com Choi por apenas três anos, é um dos alunos que mais tarde abriu uma escola de Hapkido na América, várias das quais ainda funcionam hoje.

Doju Choi fez uma viagem especial aos Estados Unidos em 1982, para visitar seu instrutor de maior posição, Chinil Chang, na cidade de Nova York e presidir a criação da Associação Americana de Hapkido. Mestre Mike Wollmershauser, que foi o único americano a ter treinado com o próprio Choi Yong-sool, documentou parte desta visita histórica em vídeo, que está nas mãos de Doju Chinil Chang. Os desejos finais de Doju Choi eram espalhar o Hap Ki Do por todo o mundo, bem como unir a arte como uma família, embora Doju Choi tivesse percebido naquele ponto que o sistema havia se fragmentado em muitas facções políticas e guerreiras para que isso acontecesse. Ele também desejava manter seu sistema original intacto e que a linhagem fosse passada de maneira completa ao seu sucessor, o que ele conseguiu.

Controvérsia da História

As alegações de Choi de ser um estudante de Daito-ryu sob Takeda Sokaku são contestadas e não são apoiadas pelos registros de taxas e frequência de Takeda Sokaku que ainda existem hoje. No entanto, de acordo com Kisshomaru Ueshiba, filho do fundador do Aikido Morihei Ueshiba, um jovem coreano estava presente em vários seminários de Takeda, sugerindo que alguns cidadãos coreanos tinham algum treinamento formal em Daitō-ryū Aiki-jūjutsu. Só podemos especular por que o nome de Choi não está nos registros meticulosos. A alegação de alguns de que a falta de documentação era devido a sua ascendência coreana é difícil de sustentar, uma vez que outros estudantes coreanos são mencionados nos registros. Outros afirmam que, como Choi era o servo doméstico de Takeda, é lógico supor que ele foi treinado por ele ou pelo menos em seu dojo. Há uma forte semelhança com as técnicas ensinadas no Daito-ryu e as técnicas do Hapkido.

A origem do nome Hapkido também é contestada. O aluno de Choi Yong-Sool, Ji Han-Jae, afirma ter cunhado o nome para a arte. Seo Bok-Seob afirma em uma entrevista de 1980 que Jung Moo Kwan usou o termo pela primeira vez para se referir à arte, além de apresentar o símbolo da águia para representar a arte.

Um aluno direto de Choi, Chinil Chang herdou o título de Doju no sistema pessoal e completo de Hapkido de Choi em 15 de janeiro de 1985, tornando-se o segundo Grande Mestre de linhagem direta.

Em 5 de abril de 1985, Choi concedeu pessoalmente a Chang o único certificado de 10º Dan existente na história do Hapkido. Chang também teve o privilégio e a honra de ser o primeiro mestre de Hapkido a receber o certificado de 9º Dan por Choi em 1980.

Doju Chang faleceu pacificamente durante o sono em 23 de fevereiro de 2018 aos 77 anos de idade, como resultado de uma doença cardiovascular hipertensiva.

O Nome da Arte

O nome Hapkido (합기도 no alfabeto Hangul e 合氣道 no alfabeto Hanja) dizem que foi utilizado só em 1963, e quem deu este nome foi Ji Han Jae, o discípulo de Choi que, junto com Kim Mu Hyong, acresceu as técnicas de chute do Taekwondo, sendo um dos grandes divulgadores desta forma modificada de Hapkisul ou yusul, hoje conhecida no Mundo como Hapkido.

O significado da palavra Hapkido. HAP (união), KI (força, espírito) e DO (caminho), que pode ser traduzido como: “O caminho da união da força e do espírito da arte marcial coreana”.

Influência das outras artes marciais

O Hapkido teve influência da escola Daito Ryu JuJutsu, do karate, do judô e das artes coreanas, como o próprio taekwondo. Pode-se ver visto pelo vestimenta, e as técnicas de quedas, rolamentos e os movimentos do karate, como as bases, chutes, defesas e socos.

Hapkido chega ao brasil

Tanto o hapkido quanto o taekwondo chegaram aqui no Brasil em 1968, através da vinda do grão-mestre sul coreano jung Do Lim. Na Bahia, o Grão-mestre passou a ministrar aulas na faculdade de agronomia, na cidade de Cruz das Almas.

Em 1971, o Grão-mestre Park Sung Jae (10º Dan) foi enviado oficialmente ao brasil pela Korea Hapkido Association” e procurou os militares para ministrar aula para o exército brasileiro.

Filmes, Livros e Famosos Praticantes da Arte

Livros

Hapkido – a Caminho da Energia Coordenada – autor Paulo Caldas Jr.

Hapkido: Defensa Personal Dinâmica – autor André Carbonell

Hapkido para iniciantes: Faixa Branca (10º e 9º GUB) (Arte marcial consciente Livro 1) eBook Kindle – autor José Manoel da Silva Neto

Filmes

Lady Kung Fu de 1972 com Angela Mao e Ji Han Jae

O Jogo da Morte de 1978, com Bruce Lee e Ji Han Jae

Dentre os famosos temos o ator Wesley Snipes que é faixa preta em karate e hapkido, também sabe capoeira.

Confira o documentário da Discovery Channel Hapkido Tiger Team – Mestre do Combate

Fontes:

https://en.wikipedia.org/wiki/Choi_Yong-sool

https://hapkidobrasil.com.br/o-hapkido-a-arte-de-coordenar-a-energia/historia-do-surgimento-do-hapkido/

https://www.hbcn.com.br/copia-o-hapkido-1