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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

10 Livros sobre o Judô

Confira abaixo 10 dicas de livros e 4 dicas extras de livros sobre o judô.

Espero que gostem das dicas.

Judô Kodokan

Escrito por Jigoro Kano. Esse livro é o guia mais abrangente e abalizado já escrito sobre essa arte marcial.

Sinopse: Mais de cem anos atrás, Jigoro Kano dominava a arte do manejo da espada e do combate sem armas. Sem conseguir encontrar nenhum princípio por trás dessas técnicas, ele se dispôs a criar uma nova arte marcial que refletisse o conceito de eficiência máxima no uso da energia física e mental. Os conceitos e técnicas de judô ensinados hoje em dia na Kodokan são os originalmente criados por Jigoro Kano e foram todos reunidos nesse livro. Abrangendo desde as técnicas básicas até os exercícios formais pré-estabelecidos para homens e mulheres, Judô Kodokan oferece explicações detalhadas de como as técnicas são combinadas em dois tipos de prática: randori (prática livre) e kata (prática das formas). Além de um capítulo sobre os métodos tradicionais de ressuscitação, no final do livro é apresentado um apêndice muito útil, com informações sobre o autor e o Centro Internacional de Judô da Kodokan, e também um glossário com os termos mais usados no judô. Ricamente ilustrado, Judô Kodokan é um excelente aliado dos alunos e instrutores que desejam conhecer a fundo os princípios, as técnicas e o espírito dessa tão popular arte marcial.

Editora: Cultrix

Páginas: 272

JUDO: O Companheiro de Treino Definitivo

Escrito por Tales of Elysium.

Sinopse: Este livro foi meticulosamente elaborado e desenhado para ser a sua ferramenta principal para acompanhar o seu progresso, definir metas e dominar as suas técnicas de Judô.

Com 100 páginas de seções meticulosamente organizadas, este livro oferece um layout abrangente para registrar detalhes vitais do treinamento, como a data, o humor, os horários de início e término do treino, duração, condições climáticas, localização e o treinador presente. Ele também inclui tabelas dedicadas para definir objetivos do treinador e do praticante, espaço para anotar técnicas aprendidas, áreas para melhoria e amplo espaço para notas pessoais.

Seja você um praticante experiente de Judô ou esteja apenas começando sua jornada no Judô, este caderno será seu companheiro constante na busca pela excelência no tatame. Assuma o controle de suas sessões de treinamento, acompanhe seu progresso e veja suas habilidades alcançarem novos patamares com "JUDÔ - O Companheiro de Treino Definitivo".

Editora: Independently Published

Número de páginas: 101

Memórias de Jigoro Kano

Escrito por Brian N. Watson. Através das traduções ao longo de muitos anos das palestras de Kano, Brian Watson, apresenta nessa obra a filosofia, os métodos e os objetivos de Jigoro Kano, o “pai do Judô”. 

Sinopse: Este livro traz os pontos de vista de Kano sobre a importância do randori, dos katas do Judô, da postura correta e das competições, além dos conselhos gerais que ele oferecia aos judocas, principalmente com relação às suas responsabilidades éticas, morais e intelectuais. O autor mostra também que o Judô, além de ser uma atividade física e mental completa, possui grande potencial no âmbito espiritual.

Editora: Cultrix

Número de página: 248

O Judô nas escolas e dojô japoneses

Escrito pelos autores Antônio Carlos Tavares Junior, Alam dos Reis Saraiva, Carlos Eugênio Vieira Losso, Édson Luís Lorenzett, Gleyson Ribeiro Alves, Nicodemos Filgueiras Junior, Rodrigo Augusto Trusz, Saimon Magalhães de Souza, Silvana Harumi Nagai.

Em um momento singular para o Judô, de perda de Senseis icônicos, associada ao distanciamento social como consequência de uma pandemia mundial que já atravessa mais de ano e leva a toda ordem de dificuldades, inclusive econômicas, surge um grupo de professores (Senseis) que, na contramão de tudo, se reúnem, lutam e, com muita garra e determinação, organizam cursos e escrevem um livro que objetiva perpetuar os ensinamentos da modalidade aprendidos na Terra do Sol Nascente, berço do Judô.

Sinopse: Este livro é uma compilação das observações e experiências de um grupo de professores brasileiros que tiveram a grande oportunidade de conhecer o país berço do Judô. Esse grupo foi formado a partir de um edital lançado pela Confederação Brasileira de Judô – CBJ para o Intercâmbio de estudos Sport for Tomorrow – Judô nas Escolas Públicas do Brasil, fomentado pelo Japan Sport Council, com apoio da Embaixada Japonesa no Brasil, Instituto Kodokan do Brasil e a Confederação Brasileira de Judô. Com professores de judô de nove estados brasileiros, esse grupo foi formado levando em conta o trabalho dos profissionais em escolas, universidades e projetos sociais.

Editora: Telha

Número de páginas: 172

O Lúdico do Judô: brincando também se aprende 

Escrito por Antônio Roberto Coimbra e Sérgio Barrocas Lex. o livro disserta sobre a aplicação de conceitos lúdicos nas aulas de judô para direcionar o aprendizado.

O livro coloca em pauta como o judô pode ser ensinado de maneiras diferentes para priorizar, também, o entretenimento do aluno, facilitando o aprendizado de técnicas e filosofias relacionadas à arte marcial de maneira consciente. Assim, é feito um direcionamento dos objetivos propostos em cada aula para implicar o melhor desenvolvimento possível do aluno na modalidade.

O material contém diversas dicas de jogos e outras atividades lúdicas a serem aplicadas, bem como depoimentos de personalidades ligadas diretamente ao judô e prefácios escritos pelos senseis Michiharu Sogabe e Calazans Camargo e pelo professor doutor José Augusto Maciel Torres. O livro é indicado para professores, mestres, estudantes de educação física e todos aqueles apaixonados por pedagogia marcial.

Editora: Bueno

Número de páginas:

Judô infantil: uma brincadeira séria!

Escrito por Antônio Francisco Cordeiro Roza.

Sinopse: Este livro sobre Jogos Educativos é parte integrante do Projeto Caravana do Esporte, iniciativa da ESPN BRASIL, que se constitui em 10 incursões de ação social pelo Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, com o objetivo de estimular a prática do esporte com pressupostos educacionais e de inclusão social, em comunidades distantes e carentes, aliando os valores do esporte à educação, com intuito de despertar nos jovens à cidadania. Assim, realizando ações em conjunto com as escolas locais, envolvendo alunos, professores, funcionários, pais e toda a comunidade.

Editora: Phorte

Número de páginas: 120

Preparação física para atletas de judô

Escrito pelo renomado Prof. Dr. Emerson Franchini e Fabricio Boscolo Del Vecchio

Sinopse: No judô competitivo, a forma como um treinador organiza o processo de treinamento de seu atleta é uma tarefa muito importante para um bom desempenho e um melhor aproveitamento dos procedimentos técnicos. Neste sentido, para atender esta necessidade, a Phorte Editora lança o livro preparação física para atletas de judô, organizada com o objetivo de estruturar o planejamento do processo de treinamento físico.

Em oito capítulos, o livro descreve desde a organização e a sistematização do treinamento até os casos de lesões que podem ocorrer com o judoca quando é feito um planejamento técnico limitado. A obra, inédita no cenário literário nacional, tem fundamento em questões científicas e na vivência prática dos autores, respeitando cada segmento que compõe o processo do treinamento no judô.

Editora: Phorte

Número de páginas: 224

Judô Adaptado: Organização, Indicadores de Desempenho e Propostas de Avaliação Física

Escrito por Rafael Lima Kons e Daniele Detanico.

Sinopse: Judô adaptado: organização, indicadores de desempenho e propostas de avaliação física apresenta uma série de informações referentes à modalidade de judô para pessoas com deficiência, com foco na deficiência visual e intelectual e em alguns indicativos para a deficiência física. Ao longo dos capítulos, são abordadas temáticas abrangentes do judô adaptado, desde o processo histórico, passando por organização, regras, prevalência e magnitude de lesões, processo de perda de peso, desempenho físico, desempenho competitivo, até propostas de avaliação específica e de ensino-aprendizagem no judô adaptado. Os diferentes tópicos trazem, em linguagem clara e objetiva, informações da literatura nacional e internacional sobre judô adaptado; e direcionam estratégias práticas para os profissionais que atuam nessa modalidade. Profissionais multidisciplinares da área esportiva, com foco em história, ensino-aprendizagem, organização de eventos, preparação física, reabilitação e nutrição, serão beneficiados com os conteúdos tratados neste livro. Ainda, estudantes de Educação Física e áreas afins, professores, treinadores e admiradores do judô encontrarão evidências científicas relacionadas ao judô adaptado.

Editora: Appris

Número de páginas: 163

Judô Kyohon - Os Ensinamentos Fundamentais do Judô

Escrito por Jigoro Kano traduzido por Luiz Pavani.

Sinopse: É único livro escrito integralmente pelo criador do Kodokan judô. A seguir você terá acesso ao que há de mais importante no judô diretamente com Jigoro Kano, a partir das palavras do próprio mestre. Você terá acesso a diversos aspectos do judô pelos olhos de seu criador quando ele aborda temas como fundamentos técnicos, waza, kata, história e filosofia do judô.

Esse é o livro que faltava na sua biblioteca como um judoca que deseja conhecer o verdadeiro espírito dessa arte marcial, esporte e caminho de vida. Mais do que um manual de judô, essa obra é um acesso único à visão de Jigoro Kano para o caminho que ele criou e hoje está presente em todo o mundo beneficiando milhões de praticantes todos os dias.

Editora: Master esportes

Número de páginas: 154

Judô... da Reflexão à Competição: O Caminho Suave

Escrito por Chuno Mesquita

Sinopse: Este livro aborda o judô por diferentes e entrelaçados olhares. Ao iniciar pelos princípios históricos e filosóficos, auxilia a compreender o judô como prática sociocultural ao pensá-lo desta maneira, destaca alguns dos códigos, sentidos, valores históricos e sociais atribuídos ao judô, identificando a importância de pensar o que significa praticá-lo e ensiná-lo. O que é valioso para todos, especialmente àqueles que defendem processos educacionais comprometidos com a formação humana, cidadã, questionadora e crítica. O que inclui as práticas pedagógicas dos Professores e Professoras de Educação Física.

Editora: Interciência

Número de página: 252

Vou deixar abaixo um bônus. A coleção judô. Uma coletânea de 3 livros que aborda três técnicas muito utilizada no judô. E mais um livro escrito por Emerson Franchini.

Nage waza: Técnicas de projeção (Coleção Judô Livro 1)

Escrito por Edson Silva Barbosa

Sinopse: Destinado aos iniciantes na prática do judô e, por isso mesmo, escrito em uma linguagem de fácil compreensão e amplamente ilustrado, este livro apresenta os fundamentos do esporte, descreve todas as técnicas de projeção (nage waza), que constituem o tema central do presente volume, bem como explica os principais gestos de arbitragem.

Editora: Phorte

Número de páginas: 284

Katame waza: Técnicas de chão (Coleção Judô Livro 2)

Escrito por Edson Silva Barbosa

Este volume 2 da coleção Judô traz ao leitor o katame waza, conjunto de técnicas para treinamento de chão, que inclui imobilizações, estrangulamentos, chaves e torções. Traz, também, algumas defesas, passagens de guarda e sugestões voltadas para o judô competitivo. Procura-se transmitir ao leitor a maneira mais prática de executar cada técnica. Além disso, leva-se em conta que existem técnicas que podem ser aplicadas em posição de defesa ou de ataque, bem como que certos golpes podem ser executados de diferentes maneiras.

Editora: Phorte

Número de páginas: 206

Nage no kata, Katame no kata (Coleção Judô Livro 3)

Escrito por Edson Silva Barbosa

Este volume 3 da coleção Judô objetiva apresentar todos os detalhes dos kata mais praticados pelos estudantes de judô: o nage no kata, composto pelas técnicas de mão, de quadril, de perna, de autossacrifício frontal e de autossacrifício lateral; e o katame no kata, composto pelas técnicas de imobilização, de estrangulamento e de chaves e torções.
O livro traz, ainda, as técnicas de gokyō no waza, compostas por cinco grupos de oito projeções, cujo aprendizado é exigido para que se possa avançar para graduações superiores, bem como as técnicas fundamentais de kappō, utilizadas para reanimação e recuperação do atleta nos atendimentos de emergências dentro e fora dos tatames.

Editora: Phorte

Número de páginas: 206

Judô – Desempenho esportivo

Escrito por Emerson Franchini. Na segunda edição deste livro foi adotado um critério mais rigoroso para a seleção dos trabalhos que fundamentaram os diferentes capítulos. Certamente, muito ainda será produzido sobre a modalidade e espera-se que este livro proporcione a base necessária para acompanhar essa evolução.

Sinopse: Nesta edição, dez capítulos discutem aspectos relevantes para a compreensão da modalidade, que, quando bem compreendidos, podem facilitar o processo de elaboração do treinamento. Espera-se que os conhecimentos no livro abordados, juntamente com outros do repertório de profissionais de diferentes áreas que atuam com atletas de judô, possam contribuir para a melhoria do processo de treinamento na modalidade e até mesmo em outros esportes de combate.

Editora: Manole

Número de páginas: 462

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Datas comemorativas nas Artes Marciais

Krav Maga

No dia 18 de janeiro é comemorado o Dia Nacional do Krav Maga. Esta data foi instituída por lei federal no Brasil para celebrar a chegada do Grão Mestre Kobi Lichtenstein ao país em 1990, responsável por difundir essa defesa pessoal israelense na América Latina.

Hapkido

O Dia Nacional do Hapkido no Brasil é comemorado no dia 25 de janeiro. Data marca o primeiro exame de faixa preta de Hapkido realizado no país em 1974, sendo uma celebração da arte marcial coreana de defesa pessoal, com eventos e exames de graduação ocorrendo em várias academias e federações em todo o Brasil. 

Muay Thai

O Dia do Muay Thai é comemorado em duas datas diferentes. A primeira em 6 de fevereiro, em celebração da coroação do Rei Pra Chao Sri Sanphet VIII, também conhecido como Phra Chao Suea (Rei Tigre). O Rei Tigre era um grande incentivador do Muay Thai e habilidoso em combate. A segunda data, 17 de março, comemora a bravura do lendário lutador Nai Khanom Tom, prisioneiro de guerra que lutou e venceu 10 guerreiros birmaneses, sendo considerado o "Pai do Muay Thai". Foi a primeira vez que o Muay Thai foi exibido fora da Tailândia em combate. 

Boxe

Existem duas datas que comemora esta luta. A primeira o Dia Nacional do Boxe, celebrado no dia 26 de março, quando começou a desenvolver o boxe no Brasil, lembrando figuras como por exemplo, Eder Jofre, Adilson "Maguila" Rodrigues, Acelino "Popó" Freitas.  A segunda é o Dia Internacional do Boxe, em 27 de agosto, que reconhece a importância do esporte, celebrando atletas e a disciplina, coragem e superação que ele inspira, e homenageia a primeira edição do Campeonato Mundial de Boxe em 1974.

Kung Fu

No Brasil, o Dia Nacional do Kung Fu é comemorado em 11 de abril, em homenagem à chegada do Mestre Chan Kwok Wai ao país em 1960, sendo ele o responsável por popularizar a arte marcial chinesa no país.

Já o Dia Mundial do Wushu-Kungfu (World Wushu Kungfu Day - WWKD) é celebrado no primeiro sábado do mês de agosto, com datas variando ligeiramente (como 7, 9, 10 de agosto em anos recentes), promovida pela Federação Internacional de Wushu (IWUF) para celebrar a arte marcial chinesa e é sempre acompanhado por um tema.

Aikido

O Dia Nacional do Aikido é comemorado em 26 de abril. A data homenageia o fundador do Aikido, Morihei Ueshiba (O'Sensei), que faleceu nesta data e serve para promover a união e a prática pacífica do Aikido. Instituída em São Paulo por lei municipal (Lei 17.780/2022) e comemorada nacionalmente pela Federação Brasileira de Aikido (Febrai) e outras entidades, como o Instituto Sul-Brasileiro de Aikido (Insbrai).

Dia Mundial do Faixa Preta

O Dia Mundial do Faixa Preta é comemorado em 23 de abril, uma data para celebrar a disciplina, superação e dedicação dos praticantes de artes marciais (como Karate, Judô, Taekwondo) que alcançaram o nível de faixa preta, simbolizando o início de uma jornada de aprendizado contínuo e honra. 

Tai Chi Chuan

Celebrado sempre no último sábado do mês de abril, o Dia Mundial do Tai Chi Chuan com o objetivo de promover essa prática milenar chinesa, conhecida por seus movimentos lentos e benefícios para a saúde física e mental, sendo também reconhecido em 2020, como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Capoeira e do Capoeirista

O Dia Mundial da Capoeira é comemorado em 5 de julho, data instituída em 2009, celebrando essa arte afro-brasileira que une luta, dança, música, resistência destacando sua história de superação e identidade. A data foi instituída em 2009, durante a Primeira Convenção Internacional de Capoeira, no Azerbaijão.

Já o Dia do Capoeirista é celebrado em 3 de agosto., uma data para homenagear aquele que mantém viva essa rica expressão cultural brasileira que mistura luta, dança, música e história, sendo reconhecida em 2014, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e da Humanidade.

Taekwondo

O Dia Mundial do Taekwondo é comemorado em 4 de setembro, data que celebra o reconhecimento da modalidade como esporte olímpico, sendo incluído no programa oficial dos Jogos de 1994, sendo uma celebração global da arte marcial coreana de chutes, disciplina e superação. Esta data foi definida durante a Assembleia Geral da WTF, no dia 25 de julho de 2006, em Ho Chi Minh, Vietnã.

Karate

Possui duas datas importantes para comemorar. A primeira no dia 11 de setembro, onde é comemorado o Dia Nacional do Karate. Data escolhida pela Confederação Brasileira de Karate – CBK, e divulgada por meio de uma Resolução de 01 de fevereiro de 2002, que instituiu esta data como símbolo da emancipação do karate, que antes era vinculado à Confederação Brasileira de Pugilismo, além de ser a data de fundação da CBK. A segunda data comemorativa é 25 de outubro, o Dia Mundial do Karate. Data estabelecida pela Organização Mundial de Karatê (WKF) para celebrar a arte marcial japonesa, honrando uma reunião histórica de mestres em Okinawa em 1936 que ajudou a unificar e desenvolver o karatê, promovendo seus valores de disciplina, respeito e autoconhecimento. 

Jiu-jitsu

O Dia Mundial do Jiu-Jitsu é comemorado em 14 de setembro. A data foi escolhida para homenagear ao nascimento do Mestre Carlos Gracie, considerado o grande pioneiro e um dos responsáveis por adaptar e difundir a arte marcial no Brasil e no mundo, celebrando os valores de disciplina, respeito e superação que o esporte promove. 

Judô

O Dia Mundial do Judô é comemorado anualmente em 28 de outubro, data que celebra o aniversário de seu fundador, o Mestre Jigoro Kano, e reforça os valores da modalidade como paz, respeito, amizade e disciplina, sendo um dia para homenagear o judô como ferramenta de formação de cidadãos e construção de um mundo melhor. 

Kickboxing

O Dia Internacional do Kickboxing é comemorado em 30 de novembro, data em que o esporte foi reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2018, tornando-se parte da família olímpica através da WAKO (World Association of Kickboxing Organizations). 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Mestres de Artes Marciais – Mitsuyo Maeda

Considerado o precursor do jiu-jitsu no Brasil. Mitsuyo Maeda, mais conhecido como Conde Koma, nasceu em 18 de novembro de 1878, na cidade de Aomori, Japão e faleceu em 28 de novembro de 1941, na cidade de Belém, Pará.

Ele teve um papel fundamental no desenvolvimento do Jiu-Jitsu Brasileiro, ao ensinar o Kano Jiu-Jitsu (Judô) à família Gracie, que posteriormente adaptou e desenvolveu sua própria abordagem da arte marcial.

Maeda participou de mais de 2 mil lutas profissionais, com uma taxa impressionante de vitórias. Por seus feitos, é considerado o “pai do Jiu-jitsu brasileiro” ou "percursor do Jiu-jitsu brasileiro".

História

Quando criança Maeda praticou sumô, a arte marcial tradicional japonesa. Contudo, sua baixa estatura (1,64m) e peso leve (64 kg) limitaram suas chances de sucesso no esporte.

Na adolescência, Maeda foi atraído pelo crescente sucesso do Judô, especialmente após as vitórias em competições contra lutadores de Jiu-Jitsu tradicional, o que gerou grande interesse pelo estilo criado por Jigoro Kano.

Em 1894, quando ele tinha 17 anos, seus pais o enviaram para Tóquio para estudar na Universidade de Waseda, e ele se matriculou no Kodokan, a academia de Judô fundada por Jigoro Kano, em 1895, onde Maeda foi treinado por Tsunejiro Tomita, um dos primeiros alunos de Jigoro Kano e um dos pioneiros do Judô. 

Maeda rapidamente se destacou, tanto por sua habilidade técnica quanto por sua perseverança. 

Em 1904, Maeda foi promovido a sandan (3º dan) no Kodokan, após derrotar oito adversários consecutivos em um torneio interno. Ele ficou conhecido por sua abordagem prática do Judô, tratando treinos como combates reais, algo que inspirava alguns alunos, mas intimidava outros.

Maeda viajou por diversos países, incluindo Inglaterra, França, Espanha, Cuba e México, participando de competições contra lutadores de diferentes estilos, como boxe, luta greco-romana e Jiu-Jitsu clássico. Foi durante uma turnê pela Espanha (conforme mencionado no primeiro parágrafo), em 1908, que ele recebeu o apelido de “Conde Koma”, devido à sua calma e destreza em combate.

Maeda chega ao Brasil

Em 1914, Maeda chegou ao Brasil, junto com Soishiro Satake, e realizou uma série de demonstrações em Manaus e Belém. Enquanto Satake permaneceu em Manaus e fundou a primeira academia de Judô registrada no Brasil, Maeda continuou a viajar pelo país, promovendo o Judô e participando de competições.

Foi em 1917, em Belém, que Maeda conheceu Gastão Gracie, um influente homem de negócios e sócio do American Circus em Belém, o ajudou a se estabelecer no país. Durante uma apresentação de judô no Teatro da Paz em Belém do Pará, o filho mais velho de Gastão, Carlos Gracie, um jovem interessado em aprender suas técnicas. Maeda ensinou os fundamentos do judô para Carlos, que, junto com sua família, adaptou essas técnicas para criar o Jiu-Jitsu Brasileiro, um sistema focado em combates reais e defesa pessoal.

Em 1921, após a família Gracie ter mudado para o Rio de Janeiro, Conde Koma finalmente abriu uma academia em Belém do Pará, a escola pioneira do esporte no Brasil, já em 1930, se naturalizou no Brasil e mudou seu nome para Otávio Maeda.

Maeda, passou o resto de sua vida no Belém do Pará ensinando o judô em sua academia. Após sua morte em 28 de dezembro de 1941, a academia Conde Koma Judô clube ficou aos cuidados de seus 2 maiores discípulos, Sebastião Oli e Nakasan.

Sobre o apelido

De acordo com o site da imigração japonesa no Brasil, “Quando o Maeda entrou em Barcelona, ele viu um anúncio sobre uma palestra a ser realizada por uma pessoa que dizia ser o campeão japonês de judô, mas esta era a pessoa que o Maeda também conhecia e não era de maneira alguma, uma pessoa com habilidade suficiente para ser chamado de campeão. Então, decidiu dar-lhe uma lição e resolveu chamá-lo para uma luta utilizando outro nome, para que a pessoa não descubra que o seu oponente seria o Maeda e não fuja da luta ao saber disso. Ele não conseguia imaginar um nome bom e também estava sem dinheiro nesta época, portanto reunindo estes fatos ele primeiramente pensou em utilizar o nome “Maeda Komaru” (“Komaru” representa em japonês uma situação em que“está com problemas”). No entanto, ele utilizou somente o “Koma” deste termo e colocou a palavra “Conde”do espanhol na sua frente, nascendo assim o nome “Conde Koma”. O Maeda desafiou uma luta como Conde Koma, mas o oponente logo percebeu que seu adversário era o Maeda e fugiu da luta. No entanto, graças à esta lição, este indivíduo parou de chamar a si mesmo de campeão de judô.”

Fonte:

https://www.ndl.go.jp/brasil/pt/column/kodekoma.html

https://revistatimeline.com/a-historia-de-mitsuyo-maeda-1a-parte/

https://coisasdojapao.com/2017/08/mitsuyo-maeda-conheca-historia-do-nipo-brasileiro-percursor-do-brazilian-jiu-jitsu/

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Conheça as Marcas Homologadas no Judô pela IJF e CBJ

Os materiais de competição utilizados nesta modalidade são homologados pela as Federação Internacional de Judô (IJF) e aqui no Brasil a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) pode homologar também outras marcas nacionais.

As marcas mais reconhecidas e com equipamentos homologados para o judô a nível internacional são Mizuno, Adidas, DaeDo, Kusakura e Tagoya, todas certificadas pela IJF. No Brasil, além dessas marcas, a CBJ também pode homologar outras marcas, como a MKS, para uso em competições nacionais.

A Federação Internacional de Judô estabeleceu padrões que são revisados ​​anualmente para todos os equipamentos de judô usados ​​em competições. É importante lembrar que o judogi esteja dentro dos parâmetros obrigatórios exigidos pela IJF. Esses padrões são obrigatórios para qualquer competição internacional. Os regulamentos de cada Federação local podem ser mais flexíveis do que as regras da IJF, mas não o contrário.

A implementação do selo ou etiqueta de homologação

A Federação Internacional de Judô implementou em 1º de abril de 2015, o uso do Judogi com a etiqueta vermelha. Sendo obrigatório em todas as competições organizadas pela IJF. Isso se aplica SOMENTE as competições internacionais. As regras locais para competições nacionais e regionais e para a classificação de shiai não impõem esses novos padrões. 

Então a partir desta data, todos os praticantes que participarem de um evento internacional deverão obrigatoriamente possuir um judogi homologado pela IJF com etiqueta vermelha. Os regulamentos relativos as faixas não mudaram, podendo estas ter etiqueta azul ou vermelha. É imprescindível que o número de identificação da autorização da IJF conste no blusão e na calça.
Na faixa: aceita-se a logo vermelha OU azul.

No Judogi: SOMENTE a logo vermelha.

Conheça as marcas de fornecedores oficiais da IJF

TaiShan, Adidas, Danrho, Daedo, Essimo, Fight Art, Green Hill, Ippon Gear, Kakari, Kusakura, Le Coq Sportif, Matsuru, Mitsuboshi, Mizuno, Yawara Japan, Juridcl Sports, Agglorex, Zebra, Tatamix, Trocellen, Back Number, Judô Backnumber, My Backnumber

Conheça as marcas de fornecedores oficiais da CBJ

Kusakura e MKS

Você sabe o que esse Etiqueta (Selo) CBJ OFICIAL aplicado nos produtos significa?

A CBJ é a entidade responsável pelo Judô no Brasil. A CBJ lançou seu Selo de produto APROVADO, com objetivo de informar que esses produtos passaram por rigoroso processo de teste, sendo aprovado para prática do judô em todos os níveis, do iniciante ao profissional e indicado para todas as competições nacionais.

Quanto ao uso das Etiquetas (Selo) com o contorno Azul ou Vermelho nas Competições Internacionais?

De acordo com determinação da IJF (International Judo Federation) a regra válida é a seguinte: As etiquetas Vermelhas em Jugodi (jaqueta e calça) são obrigatórias para competições internacionais (Cadetes, Juniores e Seniors). Quanto às faixas, as Etiquetas Vermelhas e Azuis são permitidas para as competições internacionais.

Quanto as eventuais mudanças e atualizações que possam ocorrer, fique atento através do site da IFJ e da CBJ.

Sobre as Entidades

Federação Internacional de Judo – IFJ

Após a reconstituída da União Europeia de Judô depois da Segunda Guerra Mundial, em 11 de julho de 1951, em Londres, seus representantes (Grã-Bretanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria e Suíça) receberam a candidatura da Argentina e a partir daí foi criada a Federação Internacional de Judô. O italiano Aldo Torti tornou-se o primeiro presidente da IJF. Atualmente o presidente é o austríaco Marius L. Vizer. A Federação Internacional de Judô reúne hoje mais de 200 federações nacionais e 5 uniões continentais.

Confederação Brasileira de Judô

A primeira instituição a ‘coordenar’ o desenvolvimento do judô kodokan no Brasil foi a Ju-kendo-Renmei a partir de 1933 em São Paulo e 1937 no Paraná. A partir do ingresso do judô como modalidade olímpica nos Jogos de Tokyo em 1964, passaram-se a se organizar as instituições federativas do judô brasileiro. A Confederação Brasileira de Judô foi fundada em 18 de março de 1969, sendo reconhecida em 1972, quando o Brasil conquistou a primeira medalha olímpica. A partir de 1984 o país estabeleceu uma tradição vitoriosa em Jogos Olímpicos, conquistando medalhas em todas as edições. Com federações nos 27 estados e mais de um milhão de praticantes, o judô assumiu, em 2012, a posição de esporte brasileiro com maior número de medalhas em edições dos jogos olímpicos.

Desta forma captou grande número de apoiadores e patrocinadores, já que sua marca é confiável e vitoriosa. O Campeonato Mundial de Judô foi realizado no Brasil em 1965, 2007 e 2013.

Na Bahia a entidade ligada a CBJ é a Febaju.

Referência

Site da IJF

Site da MKSCombat

Site da Kusakura Shop

Site da CBJ

Site: Fight Store

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Mestres de Artes Marciais – Jigoro Kano

Nasceu em 28 de outubro de 1860, na vila de Mikage, distrito regional de Hyogo, na região de Kansai, na ilha de Honsu, cuja capital é Kobe no Japão. Mesma data do dia mundial do judô. O pai de Jigoro Kano passava pouco tempo com a família por causa do trabalho. A mãe era bem rigorosa em casa, mas sempre se preocupou em proporcionar uma infância feliz aos filhos, infelizmente quando Jigoro tinha nove anos, a mãe ficou doente e faleceu. O pai, então, decidiu mandar o garoto para estudar em Tóquio, onde estudou inglês e se tornou tradutor anos depois.

Jigoro Kano é o terceiro filho de Jirosaku Mareshiba Kano e Sadako Kano. tradicional família japonesa, produtora de saquê.  Kano passou por anos difíceis na escola: tinha um físico aparentemente frágil, com 1,5 metro de altura e menos de 50kg. O garoto franzino sofreu bullying e chegou a apanhar de colegas. Foi então que, aos 16 anos começou a treinar Ju-jutsu, uma arte marcial que usava o corpo para ataque e defesa. Buscou conhecimento também em outras escolas, para tanto estudando com grande persistência, o que lhe permitiu um pouco mais tarde formar um conjunto de técnicas, regras e princípios que viriam a constituir o Judô que hoje conhecemos.

Em 1881, aos 21 anos, se formou em literatura, ciências políticas e econômicas na Universidade Imperial de Tóquio. No ano seguinte, em 1882, Kano fundou o Instituto Kodokan, sua primeira escola de judô. 

Mais do que ensinar golpes no tatame, Jigoro Kano instituiu uma série de valores éticos e morais, como amizade, autocontrole, coragem, cortesia, honra, modéstia, sinceridade e respeito. Em 1891, aos 30 anos, se casou e construiu uma família numerosa, com nove filhos. Jigoro Kano ocupou diferentes cargos na administração pública, sempre lutando em prol do esporte. Em 1909, o mestre Kano se tornou o primeiro japonês a integrar o Comitê Olímpico Internacional. 

Em 1935, recebeu um prêmio por sua contribuição na organização do esporte no Japão. Em maio de 1938, o mestre Kano morreu, aos 77 anos, quando voltava de um compromisso do Comitê Olímpico no Cairo. Jigoro Kano deixou ensinamentos importantes, como aprender a cair e levantar no tatame e na vida. Vinte e seis anos depois da morte do pai do judô, o esporte entrou oficialmente para os Jogos Olímpicos em 1964, quando a Olimpíada foi realizada no Japão pela primeira vez. 

Jigoro Kano faleceu em 04 de maio de 1938, aos 77 anos de idade, quando voltava do Cairo onde participou da Assembleia Geral do Comitê Internacional dos Jogos Olímpicos.

Jigoro Kano escreveu diversos livros, dentre eles: Judô Kodokan, Energia Mental e Física: Escritos do Fundador do Judô, Judô Kyohon, O judô e seu valor educativo e pedagógico: texto apresentado, traduzido e comentado por Yves Cadot, Fundamentos do Judô, Judô Jujutsu, Jigoro Kano, Judô (jujutsu): Método e pedagogia, A essência do Judô.

Referências

https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/esportes/audio/2021-10/ha-161-anos-nascia-jigoro-kano-o-pai-do-judo
https://bjjfanatics.com.br/blogs/news/quem-foi-jigoro-kano-no-jiu-jitsu

sexta-feira, 19 de julho de 2024

Esportes de luta – Quando cada um entrou nas Olimpíadas

As olimpíadas 2024, começará no dia 26 de julho e vai até 11 de agosto de 2024. Por conta disso, vamos mostrar todas as modalidades voltada para artes marciais. Confira logo abaixo.

Boxe

Apresentado pela primeira vez ainda nos Jogos da Antiguidade, em 688 a.C., o esporte estreou na era moderna dos Jogos Olímpicos modernos em St. Louis 1904, na categoria masculino. O boxe só não participou das Olimpíadas em 1912, em Estocolmo, quando a lei sueca proibia o esporte na época. Já o boxe feminino foi introduzido pela primeira vez no programa Olímpico em Londres 2012.

Em Paris 2024, as lutas serão realizadas na Arena Paris Norte e contará com 248 boxeadores, incluindo 124 mulheres e 124 homens – o maior número de atletas em todos os tempos, e a primeira vez com equidade total de gênero.

Entre os países recordistas em medalhas estão os Estados Unidos (117), seguidos por Cuba (78) e pela Grã-Bretanha (62).

Os eventos do boxe serão realizados nos dias 27 de julho a 10 de agosto.

Confira a programação do boxe nas olimpíadas de 2024, neste link: https://olympics.com/pt/noticias/boxe-em-paris-2024-programacao-completa-e-ingressos

Os atletas baianos estarão presentes nesta competição. Ao todo serão 05 boxeadores, sendo 3 mulheres e 2 homens. São eles: Tatiana Chagas - 54Kg; Beatriz Ferreira - 60Kg; Bárbara Santos - 66Kg; Wanderley Pereira - 80Kg; Keno Marley - 92Kg.

Esgrima

Presente nas olimpíadas desde a edição inaugural em 1896, na categoria masculina. Em 1924, entrou para o programa olímpico na categoria feminina. Hoje, homens e mulheres competem em eventos individuais e por equipe. Anteriormente, o florete era o único evento feminino de esgrima até os Jogos Olímpicos Atlanta 1996, na ocasião, a espada feminina foi adicionada; já o sabre feminino foi incluído pela primeira vez nos Jogos Olímpicos Atenas 2004.

Os eventos de esgrima serão realizados nos dias 27 de julho a 04 de agosto.

Confira a programação de esgrima: https://olympics.com/pt/paris-2024/calendario/esgrima?day=27-julho 

Judô

O judô fez sua estreia como demonstração Olímpica em Tóquio 1964, na categoria masculino e tornou-se permanente nos Jogos Olímpico de Munique, em 1972 na categoria masculino. O evento feminino foi introduzido nos Jogos Olímpicos em 1988, como evento de demonstração e em caráter oficial nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

Os eventos do judô serão realizados nos dias 27 de julho a 03 de agosto.

Confira a programação do judô: https://olympics.com/pt/paris-2024/calendario/judo?day=27-julho

Karate

O karatê fez sua estreia olímpica completa em Tóquio 2020(1) depois de estar no programa dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires 2018.

Em Tóquio, o esporte contou com eventos de kumite e kata, com 80 atletas competindo no total e uma divisão 50/50 entre masculino e feminino.

Nesta edição dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o karate não estará participando.

Luta

Dividida em duas modalidades, a greco-romana, exclusivamente masculina e a livre com categorias masculina e feminina, a luta está nos Jogos Olímpicos desde a primeira edição moderna: Atenas 1896, com a greco-romana. A luta livre estreou alguns anos depois, em St. Louis 1904, na categoria masculina. A luta livre feminina entrou no programa Olímpico nos Jogos de Atenas 2004.

As competições de luta serão realizadas na Arena do Campo de Marte será palco de destaque durante os Jogos Olímpicos Paris 2024. A luta é um dos esportes mais tradicionais da história dos Jogos Modernos.

A competição de luta acontecerá entre 05 a 11 de agosto.

Taekwondo

A primeira aparição Olímpica do taekwondo aconteceu nos Jogos Olímpicos Seul 1988, quando foi disputado como evento de demonstração. Apareceu novamente como esporte de demonstração nos Jogos de Barcelona, em 1992, mas esteve ausente do programa Olímpico em Atlanta 1996. No entanto, quatro anos depois, o taekwondo reapareceu como esporte definitivo nos Jogos de Sydney 2000, com eventos para homens e mulheres. Desde então, o taekwondo faz parte do programa Olímpico.

Os eventos do taekwondo serão realizados nos dias 07 a 10 de agosto.

Confira a programação do taekwondo: https://olympics.com/pt/paris-2024/calendario/taekwondo?day=7-agosto

Kung Fu ou Wushu

A primeira aparição do Wushu nos Jogos Olímpicos foi em 1936, com a delegação chinesa de wushu que realizou uma demonstração no XI Jogos Olímpicos realizados em Berlim.

A segunda aparição do Wushu como demonstração foi nas Olimpíadas de Pequim em 2008. O evento aconteceu no período entre 21 a 24 de agosto de 2008, nas categorias feminino e masculino.

Arco e Flecha / Tiro com Arco

O tiro com arco apareceu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos Paris 1900 e foi disputado novamente nos Jogos de St. Louis (1904), Londres (1908) e Antuérpia (1920) antes de um hiato de 52 anos no programa Olímpico. Foi reintroduzido nos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, e permanece desde então.


Fonte: Olympics e Wikipédia

domingo, 22 de novembro de 2020

História do Judô

 

Criado no Japão, em 1882, por Jigoro Kano, tendo sido baseado no “jujutsu” – uma arte marcial praticada pelos cavaleiros do Kamakura entre os séculos XII e XIV – e em outras artes marciais do Oriente, que o Mestre Jigoro Kano fundiu num só desporto.

Durante anos, o jovem Jigoro Kano se dedicou a fazer um estudo completo sobre as antigas formas de autodefesa e, procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseadas em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de Ju-jutsu em um novo estilo chamado de Judô, ou "caminho suave" - Ju (suave) e Do (caminho ou via).

Em fevereiro de 1882, o mestre Kano fundou o Instituto Kodokan no bairro de Shimoya, em Tóquio. O termo Kodokan se decompõe em ko (palestra, estudo, método), do (caminho ou via) e kan (Instituto). Assim, significa "um lugar para estudar o caminho", o que explica muito bem a intenção do fundador da arte. Além de tornar o ensino da arte marcial como um esporte, Jigoro Kano desenvolveu uma linha filosófica baseada no conceito ippon-shobu (luta pelo ponto perfeito) e um código moral. Assim, ele pretendeu que a prática do Judô fortalecesse o físico, a mente e o espírito de forma integrada.

Com seu trabalho, Jigoro Kano conseguiu criar uma modalidade que não se restringe a homens com vigor físico, se estendendo a mulheres, crianças e idosos, de qualquer altura e peso.

Esporte olímpico

Prosseguindo com a organização da Kodokan e buscando aprovar os regulamentos do Judô, Mestre Kano tornou-se o primeiro membro asiático do Comitê Olímpico Internacional em 1909 e trabalhou para a propagação do esporte no mundo todo. Em 1932, o Mestre Jigoro Kano levou 200 alunos aos Jogos Olímpicos de Los Angeles onde fizeram uma demonstração que aguçou a curiosidade de todos os presentes. Em 1964, o judô integrou os Jogos Olímpicos de Tóquio apenas como demonstração e passou a valer medalha a partir de Munique, em 1972 como desporto masculino. Somente 20 anos mais tarde, em Barcelona, as mulheres foram aceitas e começaram a competir. Hoje, a modalidade também integra os Jogos Paralímpicos e os Jogos Olímpicos Especiais.

O judô é o esporte individual que mais deu medalhas olímpicas para o Brasil. São 22, sendo 4 ouros, três pratas e 15 bronzes. 

Jigoro Kano

Ao longo de sua vida, Jigoro Kano alcançou o doutorado em Judô, uma graduação equivalente ao 12º Dan, honraria concedida apenas ao criador do esporte. Ele trabalhou constantemente para garantir o desenvolvimento do atletismo e do esporte japonês de uma maneira em geral e, como resultado de seus esforços, muitas vezes é chamado de "Pai dos Esportes Japoneses”. Em 1935, ele foi premiado com o prêmio Asahi por sua excepcional contribuição para a organização do esporte no Japão durante sua vida. O Mestre Jigoro Kano faleceu em 1938, com 78 anos de idade.


A Introdução do Judô no Brasil*

A imigração japonesa foi o fator mais importante para o surgimento do judô no Brasil. A influência exercida por lutadores profissionais representantes de diversas escolas de ju-jutsu japonês também contribuiu para o desenvolvimento do judô. O início do Judô no Brasil ocorreu sem instituições organizadoras. Apenas na década de 1920 e início dos anos 1930 chegaram ao Brasil os imigrantes que conseguiram organizar as práticas do judô e kendô no país. Em São Paulo, destaque para Tatsuo Okoshi (1924), Katsutoshi Naito (1929), Tokuzo Terazaki (1929 em Belém e 1933 em São Paulo), Yassuishi Ono (1928), Sobei Tani (1931) e Ryuzo Ogawa (1934). Takaji Saigo e Geo Omori, ambos com vínculo na Kodokan, chegaram a abrir academias em São Paulo na década de 1920, porém, essa atividade não teve continuidade. Na década de 1930 Omori foi instrutor na Associação Cristã de Moços no Rio de Janeiro e, posteriormente, se radicou em Minas Gerais. No norte do Paraná, nas cidades de Assaí, Uraí e Londrina, o judô deu seus primeiros passos com Sadai Ishihara (1932) e Shunzo Shimada (1935). Os primeiros professores a chegarem ao Rio de Janeiro, foram Masami Ogino (1934), Takeo Yano (1931), Yoshimasa Nagashima (1935-6 em São Paulo e 1950 no Rio de Janeiro) e Geo Omori, vindo de São Paulo (1930 aproximadamente).

A chegada dos primeiros professores-lutadores também deixou o seu legado. Dentre os pioneiros se destacaram, Mitsuyo Maeda e Soishiro (Shinjiro) Satake, alunos de Jigoro Kano. Eisei Mitsuyo Maeda, também chamado Conde Koma, chegou ao Brasil em 14 de novembro de 1914, entrando no país por Porto Alegre. Junto com ele chegaram Satake, Laku, Okura e Shimisu. Em 18 de dezembro de 1915 a trupe de lutadores chegou a Manaus, mas antes disso rodou o Brasil em demonstrações e desafios. Conde Koma se radicou em Belém do Pará, em 1921, enquanto Satake ficou em Manaus, onde ministrava aulas no Bairro da Cachoeirinha ainda na década de 20. Maeda fundou sua primeira academia de judô no Brasil no Clube do Remo, bairro da cidade velha. A contribuição dos imigrantes japoneses que divulgaram o judô parece ter sido mais importante do que a contribuição de Conde Koma, e seus companheiros lutadores. Da chegada do Kasato Maru ao Brasil (1908) até a Segunda Guerra Mundial, os nomes e as práticas se confundiam. Encontra-se na literatura judô, jiu-do, jujutsu, jiu-jitsu e ainda jiu-jitsu Kano, muitas vezes para designar a mesma prática. A institucionalização do esporte, inicialmente organizada pela colônia japonesa, depois sob o controle da Confederação Brasileira de Pugilismo e finalmente a criação da Confederação Brasileira de Judô foram os passos para a diferenciação das práticas de luta e a organização do judô no país.

A Criação da Confederação Brasileira de Judô

A primeira instituição a ‘coordenar’ o desenvolvimento do judô kodokan no Brasil foi a Ju-kendo-Renmei a partir de 1933 em São Paulo e 1937 no Paraná. A partir do ingresso do judô como modalidade olímpica nos Jogos de Tokyo em 1964, passaram-se a se organizar as instituições federativas do judô brasileiro. A Confederação Brasileira de Judô foi fundada em 18 de março de 1969, sendo reconhecida em 1972, quando o Brasil conquistou a primeira medalha olímpica. A partir de 1984 o país estabeleceu uma tradição vitoriosa em Jogos Olímpicos, conquistando medalhas em todas as edições. Com federações nos 27 estados e mais de um milhão de praticantes, o judô assumiu, em 2012, a posição de esporte brasileiro com maior número de medalhas em edições dos jogos olímpicos. Além da tradição vitoriosa a CBJ possui uma estrutura moderna e organizada, proporcionando a seus atletas, treinadores e demais membros das comissões técnicas uma excelente estrutura de treinamentos e competições. Desta forma captou grande número de apoiadores e patrocinadores, já que sua marca é confiável e vitoriosa. O Campeonato Mundial de Judô foi realizado no Brasil em 1965, 2007 e 2013.

Os Presidentes que já passaram pela CBJ

1969-1979 -Augusto de Oliveira Cordeiro

1980-1981 -Miguel Martins Fernandez

1982-1984 -Sérgio Adib Bahi

1985-1990 -Joaquim Mamede de Carvalho e Silva

1991-2000 -Joaquim Mamede de Carvalho e Silva Júnior

2001- 2017 - Paulo Wanderley Teixeira

2017 - Atualmente - Silvio Acácio Borges

(Atualmente os mandatos da CBJ são de 04 anos, porém já ocorreram mandatos de 2 e 3 anos no período de 1969 a 1990.)

Código Moral

Visando fortalecer o caráter filosófico da prática do judô e fazer com que os praticantes do judô crescessem como pessoas, o mestre Jigoro Kano idealizou um código moral baseado em oito princípios básicos:

- Cortesia, para ser educado no trato com os outros;

- Coragem, para enfrentar as dificuldades com bravura;

- Honestidade, para ser verdadeiro em seus pensamentos e ações;

- Honra, para fazer o que é certo e se manter de acordo com seus princípios;

- Modéstia, para não agir e pensar de maneira egoísta;

- Respeito, para conviver harmoniosamente com os outros;

- Autocontrole, para estar no comando das suas emoções;

- Amizade, para ser um bom companheiro e amigo.

Judô feminino

A história do judô feminino começou quando parentes, esposas e irmãs dos alunos que já praticavam se interessaram pela arte desenvolvida por Jigoro Kano, em 1882. No início, o esporte era praticado pelas mulheres de forma simplificada, devido à rígida sociedade oriental, com treinos rudimentares e somente entre elas. Entretanto, essa iniciação foi importante para popularizar a modalidade e os conhecimentos que viriam a ser difundidos com mais abrangência entre as mulheres pelos próximos anos.


Assim, no ano de 1923, o tradicional instituto Kodokan, que é o centro de treinamento de artes marciais no Japão, fundou um departamento segmentado exclusivamente para o judô feminino. Com o passar dos anos, o judô migrou para vários cantos do mundo, passando a ser estudado por mulheres mundialmente, no ano de 1934. Essa arte marcial está nas olimpíadas desde 1964, mas só começou a ser disputada por mulheres em 1992. No ano de 2000, foi oficializada como disputa fixa entre elas.

Ketleyn Quadros foi a primeira mulher brasileira a chegar ao pódio olímpico em um esporte individual conquistando a medalha de bronze na categoria leve. O primeiro ouro veio nos Jogos de Londres em 2012, com piauiense Sarah Menezes no superligeiro. Neste mesmo evento a atleta Mayra Aguiar conquistou o bronze no meio pesado (78kg) em 2016, ela conquistou o seu segundo bronze. O segundo ouro feminino foi conquistado nas olimpíadas do Rio em 2016, com a atleta Rafaela Silva no peso leve feminino (57kg), o que fez dela a única judoca brasileira campeã olímpica e mundial.

 

Fonte: CBJ lutas artes marciais Agência Uva

sexta-feira, 16 de março de 2018

AGENDA MARCIAL DESTE FINAL DE SEMANA

E aí galera, este ano vamos colocar este blog pra movimentar um pouco mais na questão de divulgação de eventos de artes marciais, principalmente os eventos que acontece aqui na Bahia.

Então vamos lá!

Para começarmos teremos neste final de semana dois eventos. O primeiro será o Circuito Baiano de Judô e o Segundo a Copa Bahia de Muay Thai. Os dois eventos serão realizados na região de Lauro de Freitas.

Então escolha o seu esporte favorito e curta toda emoção e adrenalina que seu esporte proporciona.

CIRCUITO BAIANO DE JUDÔ 2018

Amanhã (17), acontece a primeira etapa do Circuito Baiano de Judô 2018 no Centro Pan Americano de Judô em Lauro de Freitas. As chaves das lutas já se encontram disponível na plataforma Zempo que poderá ser consultada pelos técnicos que teve atletas inscritos nesta competição.

Confira o calendário do Circuito Baiano de Judô 2018. Ao todo serão 08, sendo 04 etapas, 03 super etapas e 01 mega etapa.


COPA BAHIA DE MUAY THAI 2018


Acontece no período de 18 de março a COPA BAHIA DE MUAYTHAI 2018 (AMADOR). O evento será realizado no Ginásio de Esportes de Lauro de Freitas, a partir das 9h.
Este evento é realizado e organizado pela Federação Muaythai Tradicional da Bahia – FMTTB que é filiada a Confederação brasileira de Muay Boran e Muaythai.
Confira o calendário 2018 com os outros eventos desta modalidade. Ao todo serão 11 competições este ano espalhados pelo estado (9 amadores e 2 Pro) e vários seminários técnicos.



Até a próxima!



Fonte: FEBAJU e Facebook FMTTB

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Faixa Light


Com diversas Cores a faixa light e indicada para crianças e iniciantes.
Possui enchimento reforçado interno 95% polipropileno e 5% poliéster, tecido externo 100% algodão para dar volume desejado e resistência, além de seis costuras alinhadas com alto padrão de qualidade.
Cores: Branca, Cinza, Cru, Amarela, Vermelha, Laranja, Azul, Verde, Roxa, Marrom e Preta.
Marca: Shiroi


Tabela de medidas

TAMANHO
COMP. DA FAIXA
IDADE
0
1,80 cm
03 a 04
1
2,20 cm
04 a 07
2
2,50 cm
08 a 09
3
2,70 cm
+ 10
4
2,90 cm
Adulto
5
3,10 cm
Adulto
6
3,40 cm
Adulto

Valor: 20,91

Atenção: temos preços especiais para professores.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

CONHEÇA O HISTÓRICO E SITUAÇÃO ATUAL DAS ARTES MARCIAIS NO BRASIL

Em junho de 1908 os japoneses desembarcaram do navio Kasato Maru, no porto de Santos. Ali, iniciava a história dos japoneses no Brasil. Anos mais tarde, começam a aparecer os primeiros mestres de artes marciais no país.
No século XX, chegam ao Brasil as lutas orientais como Karatê, Judô, Jiu-jítsu e Taekwondo. O boxe, apesar de ser uma luta, não é considerado como arte marcial.  De acordo com o site da Confederação Brasileira de Jiu-jitsu (2013), Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi o primeiro a trazer as artes marciais para o Brasil, através do Jiu-jitsu, que se fixou na cidade do Belém/PA. Tempos depois, conheceu Gastão Gracie, pai de Carlos Gracie, que passou a treinar com Conde Koma. Anos mais tarde, Carlos Gracie viajou para o Rio de Janeiro e outras cidades do sudeste do país para divulgar sua arte, mas escolheu a cidade do Rio de Janeiro para se firmar. A partir daí, passou a ensinar seus irmãos menores, inclusive Hélio Gracie de 12 anos. Carlos Gracie aprimorou as técnicas e transmitiu sua filosofia de vida para seus irmãos e seus alunos, com isso, mudaram as regras internacionais do Jiu-jítsu japonês e, em consequência, ocorreu o primeiro caso de transferência de nacionalidade de luta, onde a arte marcial japonesa passou a se chamar Jiu-jítsu brasileiro e foi exportado para todo o mundo, inclusive para o Japão.
O Judô que teve sua raiz no Jiu-jitsu, segundo o site da Federação Baiana de Judô (2013), surge no Brasil por volta de 1922, com Eisei Maeda, que fez sua primeira apresentação na cidade de Porto Alegre/RS, depois se transferiu para cidade de Belém/PA, onde popularizou esta arte. Em 1938, chega ao país um grupo japonês liderado pelo professor Riuzo Ogawa para fundar a Academia Ogawa, com objetivo de difundir a arte através do esporte do kimono. Em 1969, era fundada a Confederação Brasileira de Judô, a qual só foi reconhecida por um decreto de 1972. O termo Judô significa Caminho Suave, onde Ju – Suave e Do – Caminho.
Conforme o site da Federação Bahiana de Karatê (2013), a partir da década de 50, com o professor Mitsuke Harada, é fundada a primeira academia de karatê na cidade de São Paulo. Outros professores como Juichi Sagara, em São Paulo; Yasutaka Tanaka, Sadamu Uriu no Rio de Janeiro e Eisuke Oishi na Bahia, também fundaram suas academias. O termo Karatê-Do significa caminho das mãos vazias, onde Kara – vazias, Te – mãos e Do – caminho.
Em 1970, chega ao Brasil, o Taekwondo, com o mestre Sang Min Cho. Em 08 de agosto de 1970 é fundada a primeira academia de Taekwondo no bairro da liberdade, em São Paulo. Segundo o site taekwondobr (2013), após a chegada do primeiro Grão-mestre Sang Min Cho, outros mestres vieram difundir e ensinar em várias partes do país, inclusive na Bahia, com o mestre Jung Do Lim. Em 1973, ocorre à primeira competição de Taekwondo no país, o Campeonato Carioca, meses depois acontece o Campeonato Brasileiro de Taekwondo em São Paulo. Em 1990, com a reforma estatutária, a Associação Brasileira de Taekwondo (ABT) transforma-se em Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD).

De acordo com o site da Federação Rio-Grandense de Pugilismo, o Boxe (2013) foi visto no Brasil a partir de 1910, através de filmes de lutas (naquela época as notícias eram passadas no cinema, e dependendo do lugar, só chegava anos depois.) que ocorriam nos Estados Unidos. Em 1913, ocorreu uma apresentação de luta entre um francês e o brasileiro Luis Sucupira, o “Apolo Brasileiro”, a qual o brasileiro terminou perdendo e, após isso, se tornou admirado pelos fãs do pugilismo. A divulgação do boxe começou realmente em 1919, com Góes Neto, marinheiro carioca que aprendeu o boxe durante suas viagens pela Europa e, com o apoio do sobrinho do Presidente da República, Rodrigues Alves, começa a surgir várias academias. Em 1923, surgia o primeiro lutador conhecido pelo público, - o “Ditão” - Benedito dos Santos, que após ter nocauteado três adversários, os empresários brasileiros viram uma oportunidade de um bom negócio com o lutador argentino Spalla, que estava de passagem pelo país. A luta entre eles terminou com a derrota de Ditão e com um derrame cerebral, tornando-se inválido. Após isso, o governo de São Paulo proibiu as lutas por causa da campanha dos jornalistas da época. A época de ouro do boxe brasileiro foi entre 1926 a 1932, a partir da década de 50, inicia-se uma nova era do boxe brasileiro, a qual o mega-empresário Jacó Nahun consegue fazer um intercâmbio entre os boxeadores do Brasil com os boxeadores da Argentina. Na década de 60, surge o maior boxeador da história do Brasil, Eder Jofre, depois veio Adilson Rodrigues “Maguila”, na década de 80 e no final da década de 90, Acelino de Freitas, “Popó”.

Escrito por Van Pires
Professora de Karate e Empresária